Shows em Atlântida e o sumiço de mais de 200 celulares

O ultimo evento Planeta Atlantida, realizado em Xangri-lá, no litoral norte do Rio Grande do Sul foi brindado com a visita de um pessoal muito bem organizado para ‘afanar’ celulares da juventude incauta que recebeu informações afirmando a enorme segurança que iria ser oferecida.  Aliás, em outros anos teria ocorrido o mesmo…

Mais de 200 aparelhos teriam sido furtados na base da distração ou do empurra-empurra organizado pelos meliantes. Estatística certa poderá ser requisitada via Lei de Acesso à Informação à Polícia Civil, conforme as famílias foram registrando os B.O. – boletins de ocorrência, já a partir de poucos minutos do início dos shows, na noite da sexta-feira, 31/1/2020.

Foram duas noites de shows, em 31 de janeiro e 1º de fevereiro de 2020, na sede campestre da SABA – Sociedade dos Amigos do Balneario de Atlântida. Detalhes sobre a promoção ainda estão no site oficial em www.planetaatlantida.com.br.

O jornal Zero Hora, do mesmo grupo empresarial promotor do evento, em 30/1/2019 publicou extensa matéria editorial no Segundo Caderno sobre como seria oferecida a segurança para o publico. A título de informação, veja abaixo.

Captura de tela 2020-02-12 23.06.12

Já na noite de 31 de janeiro, a partir das 22h (os shows tinha começado há pouco) a Delegacia de Polícia de Xangri-lá, situada na Av. Paraguassu,  anotou os primeiros boletins de ocorrência dos furtos, mesmo fora do horário de expediente do serviço durante os dias úteis.

A saga da recuperação de cerca de 50 celulares foi contada em 3/2/2020 na edição eletrônica da GauchaZH. A matéria é localizada neste link 

O repórter Cid Martins, que acompanhou o evento pela Rádio Gaucha, noticiou os furtos no ar na manhã de 1º de fevereiro.

Como a Delegacia de Polícia de Xangri-lá permaneceu hermeticamente fechada durante aquele fim de semana (de 1º e 2/2/2020) — é o normal ela não abrir aos fins de semana, na manhã de segunda-feira dezenas de jovens e famílias foram ao local verificar se seus celulares haviam sido localizados (matéria do site GauchaZh divulgada dia 1º/2/2020, indicava este caminho – a matéria linkada acima, e é a que é localizada pela busca na pagina, já traz informação diferente).

Os policiais alegaram que não tinham competência para investigar os furtos enquanto aconteciam. Não conseguiriam adentrar ao local dos shows mesmo em serviço.

No perfil dp_xangrila, no Instagram, que parece efetivamente ser alimentado pelo pessoal da Delegacia, os policiais lembram que “a responsabilidade da segurança de um evento particular é de quem o promove”. E prossegue: “A Polícia Civil está fazendo a sua parte que é a de Polícia Judiciária, ou seja, apurar as infrações penais e sua autoria por meio da investigação policial”.

Captura de tela 2020-02-12 23.42.29

No mesmo endereço — https://www.instagram.com/dp_xangrila/ —  encontram-se divulgadas fotos de 21 celulares.

A versão de policiais da Delegacia é que os celulares teriam sido entregues à DP pelo setor de achados e perdidos do evento.

Sugestão de Pauta:

  • Qual o papel efetivo dos representantes do MP/RS em relação aos shows do Planeta Atlântida? Qual o objetivo da reunião noticiada na Zero Hora em 30/1/2020 (matéria acima)? Como acompanhou a execução dos shows ? Houve algum representante presente no local dos shows?
  • A Polícia Civil tem ou não o dever de investigar crimes que estão ocorrendo, podendo entrar recintos públicos ou privados (à noite, desde que não seja residência)?
  • O que se constitui ‘segurança para o publico” e o que seria “segurança para os bens do público”?  A segunda estaria compreendida na primeira? Ou não?
  • O que ocorre com a imprensa gaúcha que não destacou os furtos?
  • Como foi a estatística de fatos criminosos acontecidos durante os dois dias do evento?
  • Qual foi a empresa de segurança contratada (citada na matéria da ZH transcrdita acima) ?  Quem é o responsável? Quais foram os trabalhos desempenhados pela empresa durante os eventos?
  • Quem será efetivamente responsabilizado pelos crimes?
  • Quantos celulares foram efetivamente recuperados? Há trabalho de investigação em andamento?
  • Quantos celulares foram recuperados e entregues aos seus proprietários?

 

Este material destina-se a jornalistas.

 

 

 

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